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| Na foto:Governador Beto Richa |
O que causa indignação é o corte no setor da saúde pública no Paraná. E cabe aqui fazer a mesma pergunta que a líder do PT deputada estadual Luciana Rafagnin fizera naquela tarde: “Por que foi escolhido justamente esse item para se fazer economia, quando ela se reflete em falta de remédios e de materiais nos postos de saúde e no atendimento à população?”. Isso é bom para quem? Para o setor privado. O aumento dos planos de saúde privados estão diretamente ligados a redução de investimentos na saúde pública. Os investimentos na saúde pública já estão baixos e porque reluzi-los ainda mais?
Convenhamos, o governador Richa assim como outros tucanos, eles fazem parte, como reza a doxologia cristã “Assim na Terra como no Céu”, da fidelidade ao implacável Deus-Mercado. Sempre compreenderam que serviços prestados a população, principalmente as mais carentes, foram e continuaram sendo -“pelos séculos do séculos, Amém”- gastos desnecessários e investimentos perdidos gerando prejuízos para o Estado. É o “tar” – como dizem os ativistas rurais – do Neoliberalismo: Menos povo é mais lucro. O aumento das políticas voltadas ao setor privado, que atende os grandes interesses dos conglomerados empresariais cegos por lucros, demandam ou requerem uma redução e defasamento no atendimento a políticas voltadas a população. Coisa pública e coisa privada, ou seja, povo e lucro não casam, não se combinam e um terá que ser privilegiado.
O PSDB desde a sua fundação sempre aderiu aos princípios da “Igreja do Diabo”, lembrando aqui o fantástico conto do poeta Machado de Assis. A “Igreja do Diabo” de Machado de Assis é a grande religião do deus do lucro que inverte as coisas e cria paradoxos e contradições, e Beto Richa segue convicto estes princípios. Em apenas oito meses, os gastos em propaganda do governo foram de R$ 144 milhões. Isso é um paradoxo (e tudo o que é relativo a esta palavra), pois ao mesmo tempo em que o governo exige redução de despesas para equilibrar as contas do estado, gasta R$ 144 milhões em publicidade para fingir que tudo está bem no Paraná. Confunde corte de gastos e equilíbrio nas contas do estado com corte nos serviços públicos.

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